quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

POR QUE AS POLÍCIAS ESTADUAIS PODEM PARAR NO BRASIL INTEIRO





Por Erick, O Caçador





    O Crime Organizado em Partidos Políticos tomou conta da administração da República, segundo se conclui da parcial amplamente divulgada da Operação Lava-Jato. O Crime Organizado em Facções Criminosas entrou em Guerra Civil escancarada, gerando crises de Segurança Pública em vários Estados da Federação, diante de governos gagos e repletos de paliativos ridículos. O Judiciário embarca num movimento de soltar presos nas ruas, dando novo patamar à impunidade. A crise econômica resultante da corrupção generalizada e incompetência da classe política cria desemprego, faz atrasar salários de servidores públicos e dá maior credibilidade às desculpas de praxe pelo descaso absurdo com que todo serviço público é tratado. Tudo está contra as Polícias Estaduais: após décadas de Lavagem cerebral feita por "pensadores sociais" irresponsáveis e envolvidos com o crime ( principalmente drogas), às vezes dentro de Universidades e IFs, mídia hostil pregando que a "Polícia é errada" e etc, uma parte da população é contra a Polícia, realmente. Esse é o cenário nacional. Agora, as razões dos Policiais Militares e Civis do Brasil Inteiro:





    1 -  O Policial é um servidor público diferenciado, que arrisca sua vida para defender a Sociedade de bandidos cada vez mais numerosos, organizados e dispostos a matar. Efetivamente, muitos policiais tem sido mortos ou feridos durante o serviço. Em troca disso é, em geral mal pago, mal equipado, ignorado como ser humano ( não se fala nos Direitos Humanos de Policiais) e, agora, ameaçado seriamente por qualquer pessoa má intencionada que se disponha a inventar mentiras incriminantes - principalmente se forem viciados e traficantes de drogas universitários, famílias de criminosos de baixa renda (a mãe é a mais indicada para o teatro) e presos em flagrante delito. Como não tem retaguarda jurídica dada pelo Estado - que, ao contrário, o acusa - um Policial se torna abandonado pelo mesmo sistema que o usa de bucha de canhão, toda vez que a escória ou seus advogados se propõe a prejudica-lo. Não existe respeito ou dignidade numa situação dessas, é claro. As Polícias agora estão exigindo a dignidade e o respeito devido;





    2 - Os governos estaduais, em geral, tratam de maneira enrolativa e negligente as justas reivindicações dos Policiais, há anos. No que tange ao salário, por exemplo, fingem ignorância da necessidade criada pela insuficiente remuneração que pagam, pondo extras conhecidos como "bicos", na condição de artigos de primeira necessidade na vida policial. É insustentável isso. Os Policiais querem ter acesso a casa própria, educação dos filhos, etc, sem ter de se sujeitar a jornadas excessivas de trabalho arriscado em dois ou três subempregos... As Polícias Estaduais devem deixar de ter essa feição de subempregos;





    3- O Regulamento Disciplinar das PMs tem alto grau de rejeição interna e é totalmente absurdo num país que superprotege criminosos com leis que lhes garantem liberdade, bom tratamento, alívio das penas e até impunidade. Simplesmente ao falar o que pensa, um cidadão Policial Militar pode ser preso quase sumariamente... Em contrapartida, um assassino preso em flagrante pode ser solto em 24 horas, por um Juiz de Direito, durante uma Audiência de Custódia. Um país democrático que acoberta isso, merece que tipo de conceito?;



    4 - As Polícias Civis, em geral, tem um déficit tremendo de pessoal e péssima remuneração inicial para Agentes e Escrivães, além de estrutura precária de todo. Para se ter uma idéia, a PC do RN funciona com apenas 30% do quadro previsto de pessoal e a remuneração de Agentes e Escrivães é menos de 30% do que recebe um Delegado iniciante. Falta armamento, munição e material de informática. As delegacias, em geral, são horríveis. Abundam doenças laborais. É uma verdade assombrosamente inadmissível;





     5 - Os Policiais, pressionados de todos os lados, já entenderam que não há vantagem em negociação com gestores mentirosos e tratantes. Esgotaram-se, no Brasil quase todo, as esperanças de que os apelos mais do que justos da família policial sejam atendidos por políticos e cargos comissionados que fizeram da trapaça e protelação uma arte. As palavras "paralisação" e "greve" estão em todas as pautas dos Policiais Brasil afora;




    6 - A lama da Insegurança Pública é a maior causa social do Brasil, no momento. Já passou da hora de virar o jogo em prol da Sociedade! Como está totalmente transparente, não serão os drogados da marcha da maconha, os advogados de bandidos, a televisão que exalta o marginal, os "especialistas engravatados" em Segurança Pública, nem o Judiciário "garantista" em prol das liberdades individuais de criminosos que vão defender a população no conflito armado generalizado que já está em curso. A valorização das instituições policiais e de seus servidores, bem como o respaldo a seu trabalho, é da mais alta prioridade hoje. E já ficou claro que isso só vai acontecer com luta: só os Policiais podem liderar essa autêntica campanha pela Paz Social nos Estados da Federação.



    Os Policiais Estaduais cansaram de serem apontados como responsáveis pelo caos de que são vítimas também. O Brasil mudou muito, a ponto de não se justificar que as instituições policiais sejam tratadas como antros de mão-de-obra barata para blindar as elites sanguessugas da violência causada pela sua escrotice com o povo!



    É mais do que provável que uma gigantesca greve de polícias se alastre, no âmbito dos Estados.




Erick Guerra, O Caçador

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

GOE - A TROPA DE ELITE DO SISTEMA PRISIONAL




Por Erick, O Caçador



    Numa das 32 cadeias do Estado do Rio Grande do Norte, presidiários amotinados depredam tudo e ameaçam matar outros internos rivais. A gritaria é grande e, aparentemente, a situação está fora de controle. De súbito, um grito ecoa em meio ao caos: "O GOE VAI ENTRAR! TODO MUNDO PARA O FUNDO DAS CELAS!" Na sequência, homens de uniforme rajado, equipados com material antimotim, invadem o recinto. Uma granada de efeito moral explode com barulho ensurdecedor - quem não obedecer imediatamente será submetido à força -os membros do GOE são mestres do CQB ( Close Quarter Battle - Combate em Ambientes Fechados) e não brincam em serviço! Os amotinados correm para o fundo de suas celas e se amontoam, sentados e encolhidos. Mais uma Crise Prisional foi abortada antes de virar manchete. O Grupo de Operações Especiais da Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC) do RN é assim: discreto, rápido, eficiente.




    A situação acima descrita é ficcional, mas dá boa idéia das 271 Operações de Intervenção Tática feitas pelo GOE/RN, só em 2016. Observe que o volume de trabalho foi intenso... E só estamos falando de intervenções! O GOE também realiza Segurança e Escolta de Autoridades em visita às unidades prisionais ( Juízes, Promotores, Secretários de Estado, etc), escolta de presos especiais ( pelo grau de periculosidade), reforço do plantão em unidades prisionais necessitadas, além de Operações de Patrulhamento ( que incluíram nove prisões em flagrante)...  Foram 463 ocorrências atendidas em 2016! Como se não bastasse, ainda há um cotidiano puxado de treinamentos e esmero na manutenção do armamento e equipamento. Os guerreiros do GOE formam a elite mais desconhecida da Segurança Pública Potiguar -  mas nesse artigo vamos mostrar um pouco desses Heróis do Sistema Penitenciário.





    Em janeiro de 2017, o Presídio Estadual de Alcaçuz virou notícia internacional devido a Guerra de Facções Criminosas em seu interior. Menos noticiadas foram as diversas outras emergências simultâneas em várias unidades prisionais potiguares, rapidamente controladas. O GOE estava em todas. Essa tropa é, de fato, o bicho papão dos cadeeiros rebelados. Numa das revistas feitas após Intervenção nos Pavilhões da Alcaçuz rebelada, chegou a ser recolhida uma carroça inteira, repleta de lanças, espadas, facas e facões, bem como bandeiras e escudos improvisados! E celulares, muitos celulares...




   O trabalho do GOE é incessante, exaustivo, minucioso, sob pressão constante. Só homens e mulheres da têmpera mais forte para suportar tal disciplina. Um único erro pode assumir proporções desastrosas, principalmente se explorado pela mídia hostil e agremiações oportunistas de "Direitos Humanos" a serviço das Facções Criminosas. Num Sistema Prisional de estrutura decrépita, com unidades superlotadas e recebedor de muita cobrança, mas pouco investimento, o GOE representa a salvação política das autoridades sentadas nos Salões do Poder; São os bombeiros sempre capazes de debelar os "incêndios" cotidianos, causados pelas falhas absurdas do Sistema. Como seus demais irmãos Agentes Penitenciários, tiram leite de pedras, para manter fechadas as Portas dos Infernos onde a Sociedade encerra seus demônios. Esses são os fatos.


Criado em 2011, o GOE mata no peito todas as situações em que o controle emergencial da ordem é necessário no sistema prisional e, para isso seu recrutamento é de seleção rigorosa, um verdadeiro garimpo dentre o efetivo dos Agentes Penitenciários do Estado. As qualidades observadas num candidato são "personalidade, honestidade, amor à causa, vibração, preparo físico e psicológico. Esses são os requisitos básicos para pertencer ao grupo" - como diz o Ag Pen Leonardo Alves, seu atual  comandante. Depois de encontrada a jóia bruta, vem a lapidação...



    Os voluntários passam por um estágio de três meses em que se alternam treinamento e missões reais ao nível de sua capacidade, para o momento. O ritmo é puxado: além da Doutrina GOE de Intervenção Tática Prisional, treinam técnicas aprendidas pelos membros veteranos do Grupo em cursos ministrados por outras instituições de Segurança Pública, tais como Patrulhamento Tático Móvel ( PATAMO), Operações de Choque e Policiamento de Choque. A PMRN e o Departamento Penitenciário de Operações Especiais (sediado em Brasília) são parceiros sempre presentes nessas capacitações.




    Se espera do estagiário que dê seu sangue, suor e lágrimas - e mesmo os mais brutos choram em meio ao gás lacrimogêneo! Tecnicas de combate corpo-a-corpo, uso  de espingardas com munição de elastômeros ( balas de borracha), formações de grupo de controle de distúrbios... uma carga maciça de conhecimento prático e teórico é ensinado e cobrado. Caso o estagiário se desempenhe à altura dos padrões de excelência do GOE, é declarado membro efetivo ao término do estágio. Se não, é desligado. O GOE não quer quantidade e, sim, qualidade.




    Atualmente, o efetivo total do grupo é de 19 homens e 03 mulheres. Lembram da quantidade de ocorrências que esse seleto e diminuto grupo atendeu, só no balanço do ano de 2016? Sim, é de se admirar mesmo! Os membros do GOE são inquebrantáveis, poucos e polivalentes. Invencíveis, pode-se dizer, e sempre prontos para cumprir qualquer missão!




    Alguém pode se perguntar como deve ser um ser humano desse calibre. Talvez, você já tenha cruzado com um deles pelas ruas, num dos poucos momentos em que não estão num mundo de grades, muralhas, escudos e capacetes. Poderia um deles ser o jovem afável que sorriu enquanto pagava suas compras na padaria? Poderia ser aquela gata que se bronzeava na Praia de Ponta Negra, com biquíni minúsculo e tatuagem delicada, uma integrante do GOE? Sim, claro que sim. A  face absoluta e coercitiva de um membro do  GOE é a máscara negra "balaclava" reservada para o chamado do dever. Aí, a aparência é toda outra.....


 ....Que o diga a escória Prisional rebelada, a razão porque seu sangue gela e a brabeza acaba, no exato momento em que se escuta nos meandros das cadeias, aquele grito agourento: " O GOE VAI ENTRAR"!




Erick Guerra, O Caçador


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PLANTAS DE PODER, PSEUDO ESPIRITUALIDADE E TRÁFICO DE DROGAS

PLANTAS DE PODER, PSEUDO ESPIRITUALIDADE E TRÁFICO DE DROGAS




Por Erick, O Caçador



    Desde que Carlos Castaneda lançou seu best seller mundial "A erva do Diabo", nos anos 60, livro onde relata sua suposta iniciação em feitiçaria por um "brujo" mexicano, o interesse pelo consumo de plantas alucinógenas para fins espiritualistas adquiriu grande interesse no Brasil, virando um verdadeiro modismo, impulsionado pelo movimento hippie ( anos 60 e 70), bem como pela ascensão de cartéis de drogas na América Latina ( a partir dos anos 70).



    O termo "plantas de Poder" se refere a espécies vegetais que, quando consumidas pelo ser humano, produzem alterações na consciência. No contexto religioso, tais alterações ou efeitos enteógenos, são consideradas como vislumbres do mundo espiritual.



    No Brasil, há várias religiões legalmente registradas que utilizam tais plantas em seus cultos. Ressaltando que estas religiões merecem respeito e que seus fiéis exercem a liberdade constitucional de crença, citamos como exemplos o Santo Daime, a União do Vegetal, a Barquinha ( credos onde se ingere o chá Ayahuasca ) e o Culto da Jurema ( onde se ingere a bebida de mesmo nome,  composta de várias espécies vegetais). Há também o registro oficial , de denominações de credo Rastafari - embora o consumo de maconha como sacramento seja vedado pelas autoridades brasileiras, o que cria uma séria questão para seus seguidores. É desse tipo de meandro legal que trata o presente artigo.



    A primeira coisa que se deve ter em mente é que as leis brasileiras antidrogas fazem distinção do uso religioso, devidamente registrado em órgão apropriado e em locais de culto de conhecimento das autoridades competentes, do uso informal ou meramente recreativo das mesmas substâncias. No primeiro caso, pode haver permissão legal. Em outros casos, há o enquadramento criminal na Lei Antidrogas, com todas as suas consequências.



    O fato é que, sob a égide de uma pseudo espiritualidade, o vício em drogas alucinógenas se dissemina entre certa parcela da população, alimentando o tráfico , dando poder às Facções Criminosas e turbinando a violência. Supostamente adeptos de um Sagrado Divinal, viciados e traficantes de drogas ( na forma da lei) com discurso religioso deturpam qualquer sentido positivo que sua devoção poderia ter, ao se associar ao crime.



    O caso mais típico é o da maconha, droga de grande mercado consumidor e uma das principais fontes de renda do Crime Organizado em Facções, junto com a cocaína e o crack. Há uma multidão de usuários de maconha que alegam consumo da planta para "abertura de consciência" ou  "acesso a um entendimento espiritual", sem qualquer escrúpulo com relação a sua contribuição ( como clientes do crime) ao aumento de assassinatos, roubos, furtos, sequestros, assaltos a banco e corrupção - que são algumas das outras atividades dos seus fornecedores de drogas, além do Tráfico. Quando se pergunta geralmente a um fumante de maconha de onde veio o cigarro que está fumando, a resposta é "não sei", na esmagadora maioria dos casos. Às vezes, o maconheiro ( que dificilmente se admite viciado, mesmo quando fuma todos os dias), entabula desculpas do tipo "eu não compro em boca-de-fumo, pego com um amigo", para mascarar a inconveniente realidade de que sustenta uma teia de crime, sangue, armas, miséria humana e vício. Tais usuários são, a mais das vezes, pessoas que tem boa escolaridade, oriundas de bom extrato social, com bagagem cultural e trabalhadoras. Mas, pelo vício, douram a pilula de seus atos, se negando a ver a ligação óbvia entre a "paz artificial" proporcionada pelas drogas ilícitas e a Insegurança Pública.



    Com efeito, mesmo após um viciado admitir toda a lógica descrita acima como realidade fática, ainda dirá: " mas não é por isso que vou parar de fumar" ou  sairá pela tangente com um " deveriam legalizar". Então caem por terra todos os racionalismos possíveis, pois o vício não tem lógica, é uma dependência química e psicológica, tão somente, que o usuário "espiritualizado" mascara com ilusões de cunho religioso, mesmo quando o consumo se dá em ambientes informais ou em descarada recreação. É um títere do vício, embora não se aceite dessa maneira.



    Mas esse tipo de drogado não é só títere do vício, também é das Facções que lhe vendem a muleta psicotrópica, pois que defendem uma "paz" que é contra as leis e a Polícia, mas apoiam o tráfico com seu investimento em dinheiro e com sua adesão a um humanismo equivocado - do qual o maior expoente no Brasil é o chamado "Direitos dos Manos". Com toda a sua inteligência, não imaginam eles que as Facções Criminosas que traficam essas drogas desde as fronteiras, simplesmente não vão querer permitir a utopia da legalização das drogas ( nem que seja apenas da maconha), pois seu poder crescente se baseia justamente no comércio lucrativo dentro da ilegalidade... Em outras palavras, ironicamente, o ativista da Marcha da Maconha é o principal apoiador e financiador dos maiores inimigos da legalização; A Banda de Reggae que grita "Jah", num show enevoado de fumaça de cannabis, está dando poder aos presidiários que  esquartejam seus inimigos e fazem churrasco humano...


    ... Mas ainda há mais: o dogma básico dos ramos espirituais que utilizam as plantas de Poder é o de que, através dessas plantas, os fiéis acessam "correntes de espíritos de luz", regiões do "plano astral" ou mesmo a intenção humana "imantada" na(s) planta(s) enteógenas durante seu preparo ritualístico. Como me disse uma fonte especialista no assunto: "A que tipo de Astral Trevoso ou corrente negra, se submete uma pessoa que ingere uma planta de poder maltratada por criminosos da pior espécie e banhada das emanações de crime e tristezas de todo o tipo? Só pode ter um efeito espiritualmente mau essa utilização!"



  A promiscuidade entre pseudo espiritualistas viciados em drogas e os criminosos comuns, ainda tem o efeito colateral de corrupção do uso tradicional das Plantas de Poder ( consideradas sagradas por seus legítimos adeptos religiosos). Tal foi o caso da planta Coca, de uso milenar nos altiplanos andinos, mas agora quimicamente tratada para produção da cocaína e do crack, duas grandes desgraças da humanidade. Similarmente, criminosos e devotos corrompidos da religião Jurema estão atualmente em parceria para produção de cristais sintetizados de Dimetiltriptamina, ou DMT, que vem a ser o princípio ativo enteógeno da bebida servida nos cultos. Com isso, ao mesmo tempo que estão violando a constituição divinal ( aos olhos dos adeptos), realizam o malefício de por no mundo outra droga desnaturada, capaz de destruir a sanidade das pessoas e corroer tudo que é bom e belo. Os verdadeiros  religiosos não se articulam com o crime, tampouco agem para degradação da vida social, mas o Mal se disfarça de muitas formas!



    Para quem comunga ou simpatiza com esse tipo de credo, fica a reflexão.




Erick Guerra, O Caçador

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

AS NOVIDADES DO FRONT DA INSEGURANÇA PÚBLICA NO RN

AS NOVIDADES DO FRONT DA INSEGURANÇA PÚBLICA NO RN




Por Erick, O Caçador



    Hoje, enquanto escrevo, é noite de 23 de Janeiro de 2017. A Rebelião em Alcaçuz completa 10 dias. Os presos ainda no controle, conforme o admitido pelo Comandante Geral da PMRN, Coronel André Azevedo. Há indícios substanciais de desgaste no relacionamento entre algumas altas autoridades da SESED, pelo que se pode inferir de declarações dadas a imprensa nos últimos dias. Isso pode ser um problema.



    O Governador Robinson Faria está, no momento, ameaçado de morte tanto pelo PCC, como pelo SDCRN. Para o homem que se elegeu almejando o título de "Governador da Segurança", é amargo o momento: ou parte para vencer, ou morre. Agora, terá de ser o que disse que seria, valendo a própria vida. Há meses, o SDCRN roubou o carro oficial do Prefeito de Natal, Carlos Eduardo ( que quando Secretário de Segurança do RN, foi quem construiu Alcaçuz), utilizando-o para assaltar bancos. A Polícia Civil recuperou o veículo, após um combate em que tombaram cinco ou seis bandidos armados de fuzis. Não dá para brincar, é o que quero dizer. Confio que Robinson Faria pensa nisso noite e dia.



     Acharam uma nova cabeça em decomposição lá dentro do Presídio. No entorno da Penitenciária, viaturas do SISPEN, PM, Força Nacional e ITEP, num retrato da reunião de forças públicas presentes. Polícia Civil na área, e até uma viatura do Exército Brasileiro passou pela estrada de acesso. É cerco.



    Várias carretas com os contêineres utilizados para construir o muro de separação entre as Facções atravancando a estrada. Uma equipe de TV gravando cenas para o noticiário noturno. De ontem para hoje, 3 túneis foram achados e uma fuga tentada com cordas feitas de lençóis, por sobre a muralha, foi abortada, com um fujão baleado no braço.



    O Gabinete de Gestão Integrada, após reunião, prometeu uma intervenção para retomada do controle interno de Alcaçuz para o dia 24 ( amanhã, do meu ponto de vista agora). Um reforço de 70 Agentes Penitenciários Federais vai participar da Operação. Uma série de outras medidas serão tomadas em sequência. A rebelião pode estar próxima do fim. Quero crer.



    Mas nenhuma das duas Facções Criminosas quer perder o domínio de Alcaçuz, pois sendo este o maior presídio do Estado, é o maior Posto de Recrutamento e QG das duas organizações. Com uma das agremiações tendo Alcaçuz só para si, o alistamento vitalício no seu próprio Exército do Crime vai dar uma superba vantagem estratégica. Depois de "batizados" nas Facções ( muitas vezes compulsados pela própria falta de controle e abandono a que o Estado relega os apenados dentro das cadeias), os filiados vão ter que pagar mensalidades e obedecer a hierarquia do grupo, sob pena de morte, caso tentem desfiliação - dentro ou fora da cadeia. Quem está "solto", paga mensalidade maior ( a do PCC é mil reais), de forma que o raciocínio é "converter" o preso no interior do Sistema Prisional, para lucrar com sua atividade criminosa quando ele sair. Na liberdade, o filiado terá que ser ativo no tráfico, roubo e assassinatos, para honrar seu compromisso... Isso se quiser viver!



    Não sei se esse tipo de coisa é do conhecimento dos "mutirões Judiciários" que se formaram nos Estados em que os Presidiários se engalfinharam em batalhas... Pois que se orgulham de colaborar para a solução da Crise Penitenciária soltando presos a toque de caixa. Será isso uma boa? Em Manaus, o mutirão liberou 415 só na primeira semana. Na Grande Natal, já são 47.



    E a Sociedade que se vire para absorver essa "ressocialização" instantânea! As Facções esperam que cada um dos "parceiros livres" cumpra o Estatuto que abraçou. No Amazonas, vários vagabundos soltos pelo mutirão foram presos de novo em flagrante delito, em poucos dias... Afinal, precisavam pagar a Facção!



    O fato é que somando os liberados judicialmente, os transferidos, os foragidos, os mortos e os feridos removidos, Alcaçuz está sendo desocupada, de qualquer forma. Já foi interditado para novos internamentos, está em ruínas. Será que o Governador conseguirá atingir a meta a que se propôs, de desativar Alcaçuz? Se conseguir, será uma boa... A menos que isso se faça transferindo para as ruas das cidades a escória concentrada nesse presídio!




    Sobre foragidos: abundam narrativas à boca miúda, no raio de quilômetros ao redor da Penitenciária, sobre fugas e pessoas que ajudam/ajudaram nas fugas. Vi, pessoalmente, duas periguetes suspeitissimas com sacolas repletas de mantimentos, fazendo uma estranha "baldeação" de carros a poucos quilômetros da cadeia. O que não faltam é coitos das Facções na Região! Em torno do Presídio, moradias de famílias de presidiários e "fechamentos" são a explicação logística das centenas de fugas do passado e do presente.



    Mas a rebelião em Alcaçuz não é tudo: a Guerra está nas ruas! Só para ficar na Capital, em diversos pontos de Natal, tiroteios entre os milicianos das Facções aconteceram no Final de semana: aos gritos de "é o quinze!" ( PCC) ou " dezoito, quatorze!" ( Sindicato do RN) as Facções Criminosas se enfrentaram em lugares como as Favelas do Fio, do Mosquito, do Japão; no Bairro do Planalto, morreram 3 ( um deles dirigindo um carro cheio de galões de gasolina); Confronto também na Estação de Trem em Cidade da Esperança. No Passo da Pátria, nem os moradores antigos sabem quem manda, no momento: só obedecem a quem se apresenta e impõe regras, durante a noite... Desobediência é igual a morte.



    As dezenas de atentados terroristas com queima de ônibus, tiros em Delegacias, etc, deram uma pausa. Já é a segunda vez que as Forças Armadas chegam nessa altura da insurreição. No ano passado, os atentados migraram para o interior, a partir desse momento.



    Dados Estatísticos divulgados pelo Instituto Óbvio mostram que a violência homicida no Estado aumentou 44% em 2017, comparado ao mesmo período do ano passado ( que foi recordista histórico de violência). Só em Mossoró, foram 15 homicídios em 23 dias. Já nas unidades prisionais, o aumento foi de 136% e contando... Convenhamos que não é um começo de ano animador!



    Mas vamos à luta, pois o ano só começou...




Erick Guerra, O Caçador